sábado, 9 de abril de 2016

Vejo o Direito como o cabo do machado.

Durante boa parte da minha vida, a eletrônica, a Matemática, a Física, a Química, o Raciocínio Lógico, foram os conhecimentos que descreveram e me prepararam para a realidade, para a vida. Por descuido do destino pintou o Direito. Percebo agora, devido ao contato com disciplinas ligadas às áreas humana e social (Antropologia, zoologia, biologia, psicologia, literatura, história, geografia, economia, ecologia), bem como a interdisciplinariedade entre elas, que o mundo não é físico mas sim uma "idéia física". Tudo que nos rodeia é na verdade um conjunto de conceitos, criados por minorias convidadas pelo poder, chancelados por quem detém a força e materializados pela aceitação social (maioria) e que se renovam, a partir da rejeição imposta, pelas mesmas minorias. Daí a dinâmica das revoluções. O átomo, que eu defendia, não é uma partícula real! mas uma idéia uma construção da minoria Rutherfordiana que foi aceita pelo conjunto das conveniências cientificas-social da época.

A ciência física, hoje, é uma conveniência einsteiniana. A matemática nada mais é que uma convenção que chancela a Física e todas as que dela depende!. A economia esbarra na ecologia ancorada na cota do carbono que foi idealizado pela química. Enfim, "Tudo é" até que uma nova conveniência o rejeite e no mesmo ato se refaça um novo, se consolidando através dos acordos ou através da guerra.

Tudo foi convenientemente ensinado e eu aprendi direitinho. 

A ciência do Direito não foge ao drama. É a ciência que estabelece, convenientemente, todos os convencionamentos, inclusive de seus próprios alicerces! Vejo o Direito como o cabo do machado, ou seja, a única madeira que não será cortada. Nessa esteira, "Tudo é". "Nada existe enquanto o Direito não vem". Nesse intervalo, "tudo depende". 


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